sábado, 1 de setembro de 2012

Sachsenhausen e a "arquitetura da destruição"



A entrada do campo
Berlim foi muito mais uma aula de história do que uma viagem de férias. Depois de visitarmos vários museus, no último dia, ainda sem tempo de "digerir" tudo que vi e li, fomos visitar Sachsenhausen, o primeiro campo de concentração construído nos moldes da "arquitetura da destruição" e que serviu de modelo para os outros campos. Esteve ativo desde meados de 1936 a abril 1945.

Confesso que um dia antes de visitar o campo de concentração eu me senti mal, pois sempre li sobre o nazismo, vi diversos filmes e sabia que não ia ser fácil para mim ter o que chamo de “encontro com o passado”. 

Nos museus já me emocionava vendo os uniformes, os objetos, as fotos, etc. e confesso que sonhei, na noite anterior à visita, com tudo aquilo que tinha visto e com o que eu poderia ver.

Bom, acordamos e tentamos fazer uma visita guiada, pegamos as indicações sobre a visita no hotel e fomos nos encontrar com os guias (há várias visitas guiadas e é muito fácil pegar as informações nos hotéis). Infelizmente não havia o número de pessoas suficientes para o "tour" (apenas eu, Humberto e uma outra pessoa) e por isso fomos sozinhos, de trem, seguindo as indicações dadas pelo guia. 

O campo fica a 35 km de Berlim, na cidade de Oranienburgo, aproximadamente 01 hora de viagem. Chegando na estação, seguimos de táxi até o campo, mas voltamos a pé, fazendo o mesmo caminho feito pelos judeus, ciganos, homossexuais.... Foi o verdadeiro "caminho da morte" para muita gente. As pessoas seguiam sem saber para onde iam e muito menos sem saber o que as esperava.

As milhares de pessoas que passaram por este caminho foram hostilizadas pelo moradores da cidade.  Muitos moradores jogavam pedras, "xingavam" e humilhavam aquelas pessoas, numa demonstração clara de que muitos alemães apoiavam a insanidade nazista.

O portão de ferro com a frase "O trabalho liberta"
Antes de entrarmos alugamos um áudio-guia para facilitar nossa compreensão sobre como funcionava o campo (aconselho o aluguel). Já na entrada comecei a perceber que minhas expectativas seriam extrapoladas... Além das informações técnicas do "guia", podíamos ouvir a narrativa daqueles que sobreviveram ao campo.

Quando o ouvi o primeiro relato de um ex-prisioneiro, logo no grande portão de ferro da entrada principal, que contém a frase "o trabalho liberta", narrando sua chegada a Sachsenhausen, percebi que seria uma dia de muitas reflexões...

o gelo no chão do campo
O frio que fazia naquele dia e o gelo no chão reforçava a idéia que tenho do sofrimento das pessoas que estiveram ali, pois não havia aquecedores nos alojamentos (claro!), os pijamas/uniformes eram de um pano "leve" e obviamente não havia gorros e luvas. As 16h, quando saímos de lá, já parecia noite e o frio, mesmo com minha roupa adequada para o inverno, era quase insuportável.

o uniforme usado pelos prisioneiros
Muitos morreram de frio ou de doenças decorrentes do frio, da falta de alimentação, do trabalho forçado. Outros sufocados nos alojamentos superlotados, muitos foram fuzilados, torturados e outras tantas pessoas foram mortas nas câmaras de gás.

Havia no campo não só câmaras de gás, mas também de fuzilamento. As pessoas que eram encaminhadas para tais locais, de caminhão, recebiam uma roupa nova e eram informados de que iam para uma consulta médica,  ou seja, uma crueldade sem fim...

Estação Z
Estação Z era o nome do local do fuzilamento, na verdade o nome é fruto de uma "brincadeira" feita pelos oficiais, pois os prisioneiros entravam no campo pela Torre A e terminavam na Zona Z, sem vida.

As câmaras de fuzilamento possuíam camadas duplas de parede e o som do fuzilamento não era ouvido no campo, além disso, havia música no local para evitar o som dos tiros. 

Não há registro de fuga, pois quem pisasse na zona neutra era fuzilado, ainda havia arrame farpado, cerca elétrica, guardas, e era impossível escapar. As tentativas de fuga eram castigadas com a morte no centro do campo, na frente de todos, para servir de exemplo. Se houvesse suspeita de a fuga era tentada por desejo de morrer, o prisioneiro levava tiros nas pernas, braços e mãos e era levado de volta ao campo.

Quem não cumprisse os procedimentos do campo era severamente torturado. Uma das formas de tortura era colocar o prisioneiro em cela minúscula, pendurado por horas com os braços voltado para trás; com isso o braço era deslocado e dor era terrível, insuportável.

As "bandeirinhas" que identificavam os prisioneiros
Também há os locais de experimentos médicos. Muitas pessoas, entre elas crianças, foram contaminadas com alguns vírus para que fossem testados medicamentos e vacinas. Contaminados, fatalmente morriam.

Os prisioneiros eram identificados com uma "bandeirinha" colorida presa ao uniforme, havia uma cor específica para diferenciar judeus, homossexuais, ciganos, religiosos, etc... Uma pessoa podia receber mais uma bandeira.

O cenário é de dor, tristeza, angustia, revolta... As vezes era difícil acreditar que o ser humano foi capaz de tanta atrocidade e crueldade...

Não tirei fotos de muitas coisas e até escrever esse post foi difícil para mim, mas acho que são suficientes para terem uma idéia do que vi por lá.

 Há um museu em Berlim chamado Topografia do Terror (imperdível) e o nome não poderia ser mais apropriado, que tem muitas informações sobre o nazismo, caso não possam visitar o campo, conheçam o museu.

Mas, por fim, não posso deixar de registrar que havia propaganda - patética - do governo alemão sobre os campos de concentração, com vídeos, afirmando que os prisioneiros trabalhavam, faziam exercícios físicos, se alimentavam bem, etc... e com isso a maioria da população acreditava nas "boas intenções" do nazismo...

sábado, 25 de agosto de 2012

A idéia do blog: finalmente minha explicação

Quando estivemos em Berlim (eu e Humberto) visitamos o campo de concentração "Sachsenhausen", o primeiro da Alemanha no modelo da "arquitetura da destruição", que esteve ativo desde meados de 1936 a abril 1945.

Fiquei tão impactada, como poderão ler no próximo post, que senti uma vontade enorme de escrever sobre o que vi e senti naquele lugar. 

Mas como escrever? Escrevo, quando posso, artigos jurídicos e não tenho "conteúdo" bastante para escrever um artigo sobre campos de concentração, não tenho formação para isso, não poderia cometer a ousadia de escrever sobre um assunto tão complexo sem o preparo necessário.

Então pensei num blog, pois aqui tenho liberdade para escrever sem seguir as regras da ABNT, sem a preocupação de ter a técnica que se espera de um artigo, etc.

Bom, nasceu assim a idéia de unir minhas viagens internacionais com minhas percepções sobre lugares, culturas, pessoas, etc... Mais que um blog sobre viagens, aqui é um espaço onde posso relatar, com a liberdade de uma principiante, minhas opiniões sobre arte, história, etc...

Mesmo correndo o risco de falar "bobagens", escrevo sobre minhas lembranças, minhas emoções e registro parte do que sinto e do que penso.

Fico feliz (muito feliz mesmo) e sempre me surpreendo com o número de pessoas que visitam o blog, saibam que escrever aqui me faz muito bem!







domingo, 12 de agosto de 2012

Opiniões divergentes sobre Berlim

Fazia tanto frio que queimava a pele, mas nada nos impediu de andar muito pelas ruas de Berlim. Precisávamos aproveitar todos os minutos que tínhamos para conhecermos o maior número de lugares possíveis e foi isso que fizemos.
Aprendi muitas coisas lá, entre elas, que os alemães sabem preservar a memória do seu país como poucos. 
Confesso que fiquei surpresa quando me deparei com uma placa enorme, no meio de uma praça, com o nome dos campos de concentração. Em outra oportunidade vi uma placa com o nome das empresas que financiaram o nazismo... Assim vivem os alemães, lembrando o tempo todo os horrores de um tempo que esperam que não volte mais... E estão certos, precisamos aprender com eles, precisamos tornar pública a história do nosso país.
A preservação da memória está presente também no muro que talvez seja o mais famoso do mundo, o Muro de Berlim. Sim, muitos metros do Muro ainda estão de pé, eu não tinha conhecimento disso, achei que só um pedacinho estaria lá.

Só estando ali para compreender melhor tudo que estudamos, lemos e ouvimos sobre Berlim. É incrível poder ver o muro e ler (nos museus) os depoimentos daqueles que um dia foram separados de seus amigos, da família, do trabalho...
Não posso deixar de mencionar os grafites e as pinturas, são fantásticos, e hoje formam a East Side Gallery (www.eastsidegallery.com), a maior galeria, ou o maior "outdoor" , de arte a céu aberto do mundo. 
Naqueles poucos minutos diante do que restou do muro pude sentir como deve ter sido viver num país dividido.
O Checkpoint Charlie também continua lá e há um museu (Museu Checkpoint Charlie) onde podemos conhecer as diversas formas que as pessoas usavam para tentar passar pela fiscalização sem serem reconhecidas e para "pular" o muro... Inacreditável...
Fiquei impressionada e amei a cidade, mas essa não é uma opinião unânime. No aeroporto conhecemos uns brasileiros desapontados com os lugares que menciono aqui, não acharam nada interessante, viram o que estava diante deles: concreto pintado (Muro de Berlim); uns sacos de estopa no meio da rua (Checkpoint Charlie) e umas placas nas praças. Saíram de lá decepcionados. Também é uma forma de "olhar" a cidade...

Confesso que Berlim até hoje me faz refletir sobre muitas coisas, estejam ou não relacionadas com os alemães, e ainda não consigo transformar em palavras as minhas reflexões sobre como foi "estar em Berlim". De alguma maneira a cidade mudou minha forma de ver o mundo, de compreender a história, de refletir sobre aquilo que não vivi. Não sei mesmo explicar, simplesmente aprendi muito ali.
Mas Berlim tem mais, muito mais...

domingo, 29 de julho de 2012

Berlim e o meu "encontro" com o passado e com o futuro

Muro de Berlim
Conhecer a Alemanha não estava, nem de longe, nos meus planos. Foi idéia do Humberto e, como ficaríamos alguns dias na Europa, eu escolhi conhecer Roma e ele escolheu Berlim.
Malas prontas, partimos numa viagem cheia de expectativas! Londres, Berlim e Roma, em dezembro de 2009 e janeiro de 2010, foi muito mais que uma viagem à Europa, foi uma mistura de sonho, realidade, história, alegrias, angústias, amor, saudade, inquietações...
Não posso dizer que conheci a Alemanha, quem conhece costuma falar que Berlim não retrata o país, pois concentra pessoas do mundo inteiro, muitas culturas diferentes e isso não é a Alemanha.
Pois bem, conhecemos Berlim! 
Amei! Ainda bem que o Humberto me levou até lá... Quero voltar a Berlim, quero conhecer a Alemanha...
Gelo na praça
Acho que lá enfrentei o inverno mais rigoroso da minha vida, muitas vezes "patinei" no gelo, pois as ruas estavam cobertas de neve. Mas nem o frio, nem o gelo, nem a dificuldade do idioma, foram capazes de atrapalhar os dias que passamos por lá.
Para falar a verdade, a comunicação não foi difícil, o inglês é falado em muitos lugares e por muitas pessoas. Tivemos um pouco de dificuldade com o transporte público, mas aprendemos a andar de metro e de trem, que por sinal funcionam muito bem. Tudo em Berlim funciona muito bem!
Mas que já mencionei o transporte público, para andar de metro é preciso comprar o ticket nas máquinas que ficam na entrada, próximas as escadas, e depois validar, também nas máquinas. 
Pode ser que um fiscal apareça para te pedir a passagem, mas ninguém  nos pediu, mesmo assim todo mundo, educadamente e de forma civilizada, compra o ticket. Lá, definitivamente, não existe o "jeitinho brasileiro"!
Foi lá que nasceu a vontade de fazer o blog, depois eu conto como isso aconteceu...
Antes de falar da cidade, dos pontos turísticos, etc... preciso mencionar que, por mais que eu tivesse estudado história, só estando em Berlim eu consegui compreender melhor o que foi o nazismo, o que significou o Muro de Berlim, o que significa o direito à memória e à verdade. Foi em Berlim que, de fato, eu tive a sensação de ter voltado no tempo, mas no mesmo instante em que eu que voltava para uma época em que eu nem tinha nascido, eu me via num presente muito vivo, muito real e imaginava um futuro pouco esperançoso...
Lá a frase de Marx, "a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”, passou a fazer muito mais sentido para mim...

Monumento Marx e Engels
Até os próximos posts! 








quinta-feira, 26 de julho de 2012

Últimos dias em NY

Escrevendo esses posts sobre NY eu percebi que fiz mil coisas lá em pouco tempo. Nossa, andei muito...
Serei mais objetiva hoje,  vou apenas citar os outros lugares que visitei, na verdade, farei uma lista com uma pequena explicação dos pontos que conheci. Espero conseguir "fechar" a bagagem que trouxe de NY. Vamos lá:
- ONU: já que estava em NY, que tinha visitado a OEA em Washington DC, tinha que conhecer a ONU. Passei pelo prédio que, naquele dia, não tinha nenhuma bandeira hasteada. Não pude entrar. Sinceramente, se eu não tivesse ido não teria feito a menor falta...
- Trump Tower: para mim é só mais um prédio, para muita gente é um super prédio!
- Museu de Arte Moderna (MoMA): passamos horas lá. Amo os museus de arte moderna. E a loja do museu? Vou confessar: amo!!! Se estiver em NY não deixe de ir ao museu, vale muito a pena!
- St. Patrick's Cathedral: a igreja é linda! Considerada a mais bela construção neogótica da cidade. É a maior catedral católica dos EUA. Foi construída em 1878. Não resistimos, entramos, sentamos, ouvimos o padre, vimos os hinários (todos em espanhol). Curioso ver que há muitas bíblias na igreja, além dos hinários, o que possibilita que você acompanhe a missa ou o culto mesmo se não tiver levado de casa seu "material".
- Lincoln Center Theater
-Apollo Theater: aberto em 1913, só permitia a entrada de "brancos". Quando um empresário abriu a casa para todas as pessoas, quebrando o preconceito, tornou-se muito famosa. Fica no Harlem.
- Wall Street: fomos lá tirar uma foto com o famoso touro. Havia uma fila enorme e a gente não enfrentou, claro! Na verdade, nós fizemos nossa foto de protesto. Antes, passamos na Zucotti Park, local do movimento Occupy Wall Street. Fomos lá ser solidários ao movimento! Inacreditável a quantidade de polícia no local. Na verdade, em NY tem polícia em todo lugar. A gente até brincava: será que tem muita polícia mesmo ou eles estão nos perseguindo? rsrsr Para qualquer lugar que você olha você vê um policial...
Certamente tem muita coisa que eu queria ter visto/conhecido e não consegui, mas viajar é assim mesmo, temos que fazer escolhas... Não me arrependo das nossas! 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Outro dia em NY e algumas ótimas surpresas

Acho que esqueci de mencionar que estivemos em NY em maio de 2012. Sol, muito sol e muito calor. Confesso que gostei de usar roupas leves, não gosto muito dos enormes casacos, botas, gorros, luvas, etc... que costumo usar quando viajo.
Bom, mas estou aqui para descrever meus dias em NY e ainda tenho muita coisa para falar...
Entre o velho e o novo, monumentos antigos e arranha-céus, muita gente, muitas pessoas, muita cultura,  paramos para visitar a Trinity Church, que é uma das mais antigas paróquias anglicanas dos EUA. Sua arquitetura neogótica, de 1846, fica ainda mais bonita quando observamos as portas esculpidas em bronze. O melhor foi que não estávamos procurando a igreja, foi um "achado"maravilhoso e me encantei com a arquitetura.
Conhecemos o Battery Park. O nome do parque deriva do tempo em que canhões protegiam a baía. Hoje o parque fica "espremido" entre a água e os altíssimos prédios de Manhattan. Lá está localizado o Castle Clinton National Monument, que é o ponto de partida das balsas que vão para a Estátua da Liberdade.
Também sem esperar me deparei com o Flatiron Buiding. Amei o prédio, fiquei um bom tempo olhando e fotografando sua fachada, que parece um barco na avenida. Procurei saber que prédio era esse e então descobri que já foi o mais alto do mundo em 1903. Foi o prédio que "inaugurou" a era dos arranha-céus.
Claro que fui à Macy's, mas não fui ao Bloomingdales. São duas lojas de departamento enormes... Conheci essas lojas em San Francisco. Escolhi conhecer a Macy's de NY porque por muito tempo foi a maior loja do mundo, ocupando um quarteirão inteiro. A fachada da 34th Street tem um relógio bem antigo, cercado por estátuas, que é muito bonito.
Passei pelo Madison Square Garden, sede dos New York Knicks, dos New York Rangers e do Liberty. Só passei mesmo... é enorme, tem 20 mil lugares e um teatro para mais de 5 mil pessoas.
Não podia deixar de ir ao famoso Rockefeller Center, que é formado por 19 prédios (5 modernos e 14 originais em art déco). É o maior complexo particular do mundo. Iniciado em 1930, foi o primeiro projeto comercial que integrou lojas, jardins, restaurantes, escritórios, etc...
Para terminar esse post, o Bryant Park. O parque é muito charmoso, dá vontade de sentar e não levantar mais. Quando chegamos já era noite, fomos lá guiados pelas luzes (que não sabíamos do que era) do Bryant Park Hotel. O parque estava cheio, com pessoas sentadas nas mesas espalhadas por um gramado bem verde. Há uma fonte pequena mas muito bela e jardins muito bem cuidados. Já de saída nos deparamos com um espaço destinado para leitura, fiquei impressionada. Havia mesas com cadeiras para adultos e crianças e uns carrinhos cheios de livros. É só chegar, sentar e curtir uma boa leitura num agradável parque.
Muitas surpresas em NY!

domingo, 15 de julho de 2012

Me divertindo em NY!


Depois do desabafo, vamos ao lado bom de NY!
Fiquei quatro dias, num hotel bom e bem localizado, o que facilitou muita coisa. Mas a cidade é cara, a alimentação e a hospedagem são caras, não se assustem! 
Em NY eu reencontrei o burrito, uma comida mexicana que eu comia em San Francisco (CA), que eu amo! Comia sempre...rsrs
Bom, a cidade é muito bonita e eu gostei bastante do contraste daqueles prédios super altos e modernos com construções antigas!
Não fiz todos os programas clássicos para turistas, não conheci a Estátua da Liberdade, por exemplo, pois não tenho muita paciência para isso, mas andei muito pela cidade, como todo bom turista!
Separei em tópicos o que conheci e destaquei o acho que realmente vale a pena conhecer!
1- Andar pela 5 Avenida e chegar na Time Square: Time Square é só uma vez na vida (rsrsrs), para não dizer que você não foi. Tem tanta gente, tanta confusão, que nem vou comentar. E as luzes? Parece que é dia mesmo às 22h. Ai, ai... sem falar que meio brega, né? Tudo bem, tem gente que ama e eu respeito. Esqueci que esse post é sobre o que eu gostei em NY rsrsrs
2- Conhecer e andar pelos bairros Harlem e Soho: recomendo, é muito legal!
3- Andar pelo Central Parque: mas é para entrar e andar mesmo, curtir o verde, o lago, a paisagem... amei! Não vale passar na frente, tirar foto e ir embora. O parque é lindo e vale a pena caminhar por ele.
4- Ponte do Brooklyn: tem um visual lindo. Foi construída em 1983 e na época foi a maior ponte suspensa do mundo e a primeira com estrutura de aço.
5- Grand Center Terminal: belo prédio de 1913.
6- Chrysler Building: edifício art déco de 77 andares. O topo, em forma de agulha, fica maravilhoso todo iluminado de noite.
7- Empire State Building: o mais alto e famoso arranha-céu da cidade. Não subi, passei apenas para ver...
8- Madison Square: muito agradável passear por lá.
9- Metropolitan Museum of Art: imperdível!!! Fiquei horas lá. Amei. Recomendo muito!!!! Sempre fico emocionada diante de tantas obras de arte famosas e importantes...
10- Federal Hall: uma linda edificação clássica. Lá está o Bill of Rights. Há uma grande estátua George Washington lá, marcando o local em que tomou posse o primeiro presidente do país, em 1789.

Esse post já está grande, então farei outro contando mais um pouquinho da cidade...

P.S: Tive que postar a foto do famoso quadro de Renoir, de uma beleza indescritível! E a escultura do Degas, sou apaixonada pela obra do artista.

NY é muito mais do que fazer compras

Sei que muita gente, quase todo mundo, vai desgostar deste "post", mas eu esperava um pouco mais de NY...
Não sei se estava muito cansada, não sei se minhas expectativas ficaram um pouco frustradas, enfim, o que sei é que sair de Washington D.C. e chegar em NY foi quase um "choque".
Eu sai de uma cidade organizada, limpa, com ruas largas, com muito verde, com pessoas solícitas e educadas e chequei numa cidade suja, barulhenta, com trânsito caótico, com o pior metro que eu já andei (e olha que conheço alguns metros  - Rio, SP, Roma, Londres, Barcelona, Madri, etc...). Não sei como brasileiros são capazes de elogiar o metro de NY, não merece elogio nenhum, nenhum mesmo... Algumas pessoas tinham me alertado sobre isso, mas é muito mais sujo e fedorento do que eu pensava. Ah! As pessoas também não são muito educadas...
Esta semana, lendo "blogs do além", que sai na revista Carta Capital, me senti um pouco aliviada. O blog era de "Sinatra" (www.blogsdoalem.com.br/sinatra) e a narrativa sobre NY falou tudo que eu queira dizer. Parece que leram meu pensamento rsrsr
NY, que tem milhares de atrações culturais, parece ter se transformado na Meca das compras. Confesso que fiquei incomodada com isso, tanto consumo me deixou atordoada... As pessoas no hotel, aeroporto e em outros lugares só falavam em comprar, comprar, etc.. Que desperdício, NY é muito melhor e maior do que isso.

Deixando o que me incomodou de lado, claro que me diverti em NY! Confiram no próximo post algumas dicas sobre o que visitar na cidade!

sábado, 7 de julho de 2012

Washington D.C: últimas "dicas" (andar, comer, comprar e dormir)

Agora que já escrevi sobre os principais pontos da cidade, vou falar do Mall e do Independence National Historic Park, que são os lugares onde estão os monumentos já mencionados aqui no blog. O Mall é uma alameda enorme (1,6 km) entre o Capitólio e o Washington Monument. Conhecido como "coração cultural" da cidade, lá estão a National Gallery of Art, o National Air and Space Mueusm (um dos mais concorridos da cidade), o Nacional Museum of American History (não recomendo se tiverem que escolher apenas um ou dois museus) e o National Museum of Natural History.
O Independence National Historic Park, também conhecido por Independence Mall, é um parque urbano com 18ha e abrange construções do século XVIII, que são bem conservadas e são relacionadas com a Revolução Americana.
Depois de andarmos horas pela cidade, o que só acontecia depois de exaustivas etapas da competição de Direitos Humanos, um lugar que adoramos parar para comer foi o Rocklands - barbeque and grilling company -  o verdadeiro churrasco americano, com muita carne e com acompanhamentos muito gostosos e variados: saladas, massas, etc..  O preço é muito bom! 
Se estiverem por lá experimentem também o burger do Five gays - burger and fries - é de chorar de bom (rsrsr) e a batata não é industrializada e nem congelada, é bom demais! O refri é refil e você escolhe o burger e os acompanhamentos, se escolher all tops, vem com todos, adorei!! 
Uma coisa interessante é que em alguns lugares tem água e amendoim de graça, bem diferente para nós brasileiros...
Indico o hotel que ficamos, Savoy Suites. Bem localizado, apesar de não ser no centro, íamaos andando para George Town e por ficar na Wisconsin Avenue (n. 2502), que é uma das principais, tínhamos muita facilidade para ônibus. Perto do hotel tem vários restaurantes legais (o Rocklands era quase na frente), farmácia, mercados, com destaque para o Whole foods, que eu amo!!! Vale conhecer! Além disso, dá para almoçar, jantar, lanchar, etc... Comida natural, orgânica, etc.. tem de tudo lá,  além de pizzas e sanduíches.
Por fim, minha primeira vez em um out let. Fomos ao Leesburg Corner Premium Outlets, da rede Premium. São 110 lojas, das mais variadas marcas, e realmente os preços são muito baratos. É um shopping aberto, bem agradável, e tem uma boa praça de alimentação. Para as compras ficarem ainda mais em conta, compre o VIP Coupon Book ($5 dólares) e ganhe descontos em muitas nas lojas. Acreditem, vale a pena. 
Fica longe do centro de Washington, mais ou menos um 50 minutos (56 km). Na verdade fica na Virgínia e nós fomos de taxi (United Cab - 1 703-777-7999), pois não conseguimos alugar um carro (esquecemos de fazer a carteira aqui no Brasil) e, como estávamos em quatro pessoas, pagamos por volta de R$ 50 dólares cada um (ida e volta). Vale lembrar que é preciso ligar com mais ou menos uma hora de antecedência. Achamos válido ir de táxi, pois de transporte público ia demorar muito e ainda tem o desconforto das bolsas, mas também é uma opção.
O mais engraçado é que no outro dia, apesar das compras terem sido boas, eu fiquei arrependida de ter "perdido" um dia com compras, pois não consegui visitar outras coisas em Washington. Depois dessa "experiência capitalista" (rsrs) percebi que gosto mesmo é de museu, arte, monumentos, etc.. e que compra não é e  nem vai ser nosso objetivo quando viajarmos. Talvez por isso, em meio há tantas viagens, essa foi a primeira vez que visitei um out let!

O que fazer em Washington - parte II

Já escrevi bastante sobre a capital americana, mas ainda tem muito mais...
Continuando nossas idas e vindas, visitamos o Jefferson Memorial, construído em 1943. O memorial, situado na margem da panorâmica Tidal Basin, tem um visual incrível! Andamos muito para chegar até lá, pois não tem transporte público perto, mas a caminhada é agradável e tranquila, basta apreciar a paisagem do local. No caminho passamos pelas famosas cerejeiras-japonesas, que infelizmente não estavam floridas, mas dizem que são um espetáculo nas duas semanas de floração, entre os meses de março e abril. No local há pedalinhos que podem ser alugados para uma "voltinha" no Tidal Basin.


De lá fomos andando até o Franklin D. Roosevelt Memorial, confesso que não tinha nenhuma expectativa e quando chegamos fui surpreendida por um lugar enorme, lindo, com muitas pedras (granito), água e história. Ao lar livre, com algumas estátuas, destaco a escultura Hunger, uma lembrança dos difíceis tempos da Depressão.
Juntando o primeiro post com esse, formam diversos lugares muito bonitos, ricos em detalhes e história mas um lugar foi especial, pois além de tudo que vi nos outros espaços, senti verdadeira emoção quando chegamos.
Estou falando do Martin Luther King, Jr. Memorial. Além da beleza física, podemos ler diversas frases famosas de Luther King, gravadas em mármore, o que sem dúvida fez com que eu sentisse mais próxima das lutas contra o racismo nos EUA e das vitórias históricas conquistadas pela igualdade racial.
Bom, passamos pela Casa Branca e Capitólio, que também se destacam pelos grandes espaços verdes e arborizados. Passei pelo Pentágono, mas confesso que não tive interesse de parar e tirar fotos.
Infelizmente não entramos na Suprema Corte, vai ficar para a próxima, pois tivemos que escolher entre ela e a Biblioteca do Congresso, em virtude do nosso pouco tempo. Não me arrependi da nossa escolha, a Biblioteca é linda, merece ser visitada, principalmente a coleção de livros de Thomas Jefferson, que foi doada por ele após um incêndio no local que destruiu grande parte dos livros. O Capitólio, a Suprema Corte e a Biblioteca ficam muito próximos, com tempo é possível visitar tudo, andando.
Mas nem tudo foi como pensamos.. Entre tantos museus, escolhemos conhecer o Museu da História Americana. Eu fiquei decepcionada, não parece museu, não sei explicar direito, mas parece um pouco de Disney misturado com Hollywood (rsrsr). Sei lá, muitos bonecos, sons, cores, nada do eu esperava.
Se tiver pouco tempo, tente outros museus!
Por fim, a Catedral Nacional de Washington (Catedral de São Pedro e São Paulo), localizada na esquina das avenidas Wisconsin e Massachusetts. Construída em estilo gótico, demorou 83 anos para ser finalizada. É uma das maiores obras da cidade, é a segunda maior catedral dos EUA e sexta do mundo. Vale a pena subir no último andar (de graça) para ver a cidade. De lá é possível ver como a cidade é realmente "verde".
Muito verde, muitas obras enormes, muita gente, muita história. Assim é Washington DC.