domingo, 29 de julho de 2012

Berlim e o meu "encontro" com o passado e com o futuro

Muro de Berlim
Conhecer a Alemanha não estava, nem de longe, nos meus planos. Foi idéia do Humberto e, como ficaríamos alguns dias na Europa, eu escolhi conhecer Roma e ele escolheu Berlim.
Malas prontas, partimos numa viagem cheia de expectativas! Londres, Berlim e Roma, em dezembro de 2009 e janeiro de 2010, foi muito mais que uma viagem à Europa, foi uma mistura de sonho, realidade, história, alegrias, angústias, amor, saudade, inquietações...
Não posso dizer que conheci a Alemanha, quem conhece costuma falar que Berlim não retrata o país, pois concentra pessoas do mundo inteiro, muitas culturas diferentes e isso não é a Alemanha.
Pois bem, conhecemos Berlim! 
Amei! Ainda bem que o Humberto me levou até lá... Quero voltar a Berlim, quero conhecer a Alemanha...
Gelo na praça
Acho que lá enfrentei o inverno mais rigoroso da minha vida, muitas vezes "patinei" no gelo, pois as ruas estavam cobertas de neve. Mas nem o frio, nem o gelo, nem a dificuldade do idioma, foram capazes de atrapalhar os dias que passamos por lá.
Para falar a verdade, a comunicação não foi difícil, o inglês é falado em muitos lugares e por muitas pessoas. Tivemos um pouco de dificuldade com o transporte público, mas aprendemos a andar de metro e de trem, que por sinal funcionam muito bem. Tudo em Berlim funciona muito bem!
Mas que já mencionei o transporte público, para andar de metro é preciso comprar o ticket nas máquinas que ficam na entrada, próximas as escadas, e depois validar, também nas máquinas. 
Pode ser que um fiscal apareça para te pedir a passagem, mas ninguém  nos pediu, mesmo assim todo mundo, educadamente e de forma civilizada, compra o ticket. Lá, definitivamente, não existe o "jeitinho brasileiro"!
Foi lá que nasceu a vontade de fazer o blog, depois eu conto como isso aconteceu...
Antes de falar da cidade, dos pontos turísticos, etc... preciso mencionar que, por mais que eu tivesse estudado história, só estando em Berlim eu consegui compreender melhor o que foi o nazismo, o que significou o Muro de Berlim, o que significa o direito à memória e à verdade. Foi em Berlim que, de fato, eu tive a sensação de ter voltado no tempo, mas no mesmo instante em que eu que voltava para uma época em que eu nem tinha nascido, eu me via num presente muito vivo, muito real e imaginava um futuro pouco esperançoso...
Lá a frase de Marx, "a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”, passou a fazer muito mais sentido para mim...

Monumento Marx e Engels
Até os próximos posts! 








quinta-feira, 26 de julho de 2012

Últimos dias em NY

Escrevendo esses posts sobre NY eu percebi que fiz mil coisas lá em pouco tempo. Nossa, andei muito...
Serei mais objetiva hoje,  vou apenas citar os outros lugares que visitei, na verdade, farei uma lista com uma pequena explicação dos pontos que conheci. Espero conseguir "fechar" a bagagem que trouxe de NY. Vamos lá:
- ONU: já que estava em NY, que tinha visitado a OEA em Washington DC, tinha que conhecer a ONU. Passei pelo prédio que, naquele dia, não tinha nenhuma bandeira hasteada. Não pude entrar. Sinceramente, se eu não tivesse ido não teria feito a menor falta...
- Trump Tower: para mim é só mais um prédio, para muita gente é um super prédio!
- Museu de Arte Moderna (MoMA): passamos horas lá. Amo os museus de arte moderna. E a loja do museu? Vou confessar: amo!!! Se estiver em NY não deixe de ir ao museu, vale muito a pena!
- St. Patrick's Cathedral: a igreja é linda! Considerada a mais bela construção neogótica da cidade. É a maior catedral católica dos EUA. Foi construída em 1878. Não resistimos, entramos, sentamos, ouvimos o padre, vimos os hinários (todos em espanhol). Curioso ver que há muitas bíblias na igreja, além dos hinários, o que possibilita que você acompanhe a missa ou o culto mesmo se não tiver levado de casa seu "material".
- Lincoln Center Theater
-Apollo Theater: aberto em 1913, só permitia a entrada de "brancos". Quando um empresário abriu a casa para todas as pessoas, quebrando o preconceito, tornou-se muito famosa. Fica no Harlem.
- Wall Street: fomos lá tirar uma foto com o famoso touro. Havia uma fila enorme e a gente não enfrentou, claro! Na verdade, nós fizemos nossa foto de protesto. Antes, passamos na Zucotti Park, local do movimento Occupy Wall Street. Fomos lá ser solidários ao movimento! Inacreditável a quantidade de polícia no local. Na verdade, em NY tem polícia em todo lugar. A gente até brincava: será que tem muita polícia mesmo ou eles estão nos perseguindo? rsrsr Para qualquer lugar que você olha você vê um policial...
Certamente tem muita coisa que eu queria ter visto/conhecido e não consegui, mas viajar é assim mesmo, temos que fazer escolhas... Não me arrependo das nossas! 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Outro dia em NY e algumas ótimas surpresas

Acho que esqueci de mencionar que estivemos em NY em maio de 2012. Sol, muito sol e muito calor. Confesso que gostei de usar roupas leves, não gosto muito dos enormes casacos, botas, gorros, luvas, etc... que costumo usar quando viajo.
Bom, mas estou aqui para descrever meus dias em NY e ainda tenho muita coisa para falar...
Entre o velho e o novo, monumentos antigos e arranha-céus, muita gente, muitas pessoas, muita cultura,  paramos para visitar a Trinity Church, que é uma das mais antigas paróquias anglicanas dos EUA. Sua arquitetura neogótica, de 1846, fica ainda mais bonita quando observamos as portas esculpidas em bronze. O melhor foi que não estávamos procurando a igreja, foi um "achado"maravilhoso e me encantei com a arquitetura.
Conhecemos o Battery Park. O nome do parque deriva do tempo em que canhões protegiam a baía. Hoje o parque fica "espremido" entre a água e os altíssimos prédios de Manhattan. Lá está localizado o Castle Clinton National Monument, que é o ponto de partida das balsas que vão para a Estátua da Liberdade.
Também sem esperar me deparei com o Flatiron Buiding. Amei o prédio, fiquei um bom tempo olhando e fotografando sua fachada, que parece um barco na avenida. Procurei saber que prédio era esse e então descobri que já foi o mais alto do mundo em 1903. Foi o prédio que "inaugurou" a era dos arranha-céus.
Claro que fui à Macy's, mas não fui ao Bloomingdales. São duas lojas de departamento enormes... Conheci essas lojas em San Francisco. Escolhi conhecer a Macy's de NY porque por muito tempo foi a maior loja do mundo, ocupando um quarteirão inteiro. A fachada da 34th Street tem um relógio bem antigo, cercado por estátuas, que é muito bonito.
Passei pelo Madison Square Garden, sede dos New York Knicks, dos New York Rangers e do Liberty. Só passei mesmo... é enorme, tem 20 mil lugares e um teatro para mais de 5 mil pessoas.
Não podia deixar de ir ao famoso Rockefeller Center, que é formado por 19 prédios (5 modernos e 14 originais em art déco). É o maior complexo particular do mundo. Iniciado em 1930, foi o primeiro projeto comercial que integrou lojas, jardins, restaurantes, escritórios, etc...
Para terminar esse post, o Bryant Park. O parque é muito charmoso, dá vontade de sentar e não levantar mais. Quando chegamos já era noite, fomos lá guiados pelas luzes (que não sabíamos do que era) do Bryant Park Hotel. O parque estava cheio, com pessoas sentadas nas mesas espalhadas por um gramado bem verde. Há uma fonte pequena mas muito bela e jardins muito bem cuidados. Já de saída nos deparamos com um espaço destinado para leitura, fiquei impressionada. Havia mesas com cadeiras para adultos e crianças e uns carrinhos cheios de livros. É só chegar, sentar e curtir uma boa leitura num agradável parque.
Muitas surpresas em NY!

domingo, 15 de julho de 2012

Me divertindo em NY!


Depois do desabafo, vamos ao lado bom de NY!
Fiquei quatro dias, num hotel bom e bem localizado, o que facilitou muita coisa. Mas a cidade é cara, a alimentação e a hospedagem são caras, não se assustem! 
Em NY eu reencontrei o burrito, uma comida mexicana que eu comia em San Francisco (CA), que eu amo! Comia sempre...rsrs
Bom, a cidade é muito bonita e eu gostei bastante do contraste daqueles prédios super altos e modernos com construções antigas!
Não fiz todos os programas clássicos para turistas, não conheci a Estátua da Liberdade, por exemplo, pois não tenho muita paciência para isso, mas andei muito pela cidade, como todo bom turista!
Separei em tópicos o que conheci e destaquei o acho que realmente vale a pena conhecer!
1- Andar pela 5 Avenida e chegar na Time Square: Time Square é só uma vez na vida (rsrsrs), para não dizer que você não foi. Tem tanta gente, tanta confusão, que nem vou comentar. E as luzes? Parece que é dia mesmo às 22h. Ai, ai... sem falar que meio brega, né? Tudo bem, tem gente que ama e eu respeito. Esqueci que esse post é sobre o que eu gostei em NY rsrsrs
2- Conhecer e andar pelos bairros Harlem e Soho: recomendo, é muito legal!
3- Andar pelo Central Parque: mas é para entrar e andar mesmo, curtir o verde, o lago, a paisagem... amei! Não vale passar na frente, tirar foto e ir embora. O parque é lindo e vale a pena caminhar por ele.
4- Ponte do Brooklyn: tem um visual lindo. Foi construída em 1983 e na época foi a maior ponte suspensa do mundo e a primeira com estrutura de aço.
5- Grand Center Terminal: belo prédio de 1913.
6- Chrysler Building: edifício art déco de 77 andares. O topo, em forma de agulha, fica maravilhoso todo iluminado de noite.
7- Empire State Building: o mais alto e famoso arranha-céu da cidade. Não subi, passei apenas para ver...
8- Madison Square: muito agradável passear por lá.
9- Metropolitan Museum of Art: imperdível!!! Fiquei horas lá. Amei. Recomendo muito!!!! Sempre fico emocionada diante de tantas obras de arte famosas e importantes...
10- Federal Hall: uma linda edificação clássica. Lá está o Bill of Rights. Há uma grande estátua George Washington lá, marcando o local em que tomou posse o primeiro presidente do país, em 1789.

Esse post já está grande, então farei outro contando mais um pouquinho da cidade...

P.S: Tive que postar a foto do famoso quadro de Renoir, de uma beleza indescritível! E a escultura do Degas, sou apaixonada pela obra do artista.

NY é muito mais do que fazer compras

Sei que muita gente, quase todo mundo, vai desgostar deste "post", mas eu esperava um pouco mais de NY...
Não sei se estava muito cansada, não sei se minhas expectativas ficaram um pouco frustradas, enfim, o que sei é que sair de Washington D.C. e chegar em NY foi quase um "choque".
Eu sai de uma cidade organizada, limpa, com ruas largas, com muito verde, com pessoas solícitas e educadas e chequei numa cidade suja, barulhenta, com trânsito caótico, com o pior metro que eu já andei (e olha que conheço alguns metros  - Rio, SP, Roma, Londres, Barcelona, Madri, etc...). Não sei como brasileiros são capazes de elogiar o metro de NY, não merece elogio nenhum, nenhum mesmo... Algumas pessoas tinham me alertado sobre isso, mas é muito mais sujo e fedorento do que eu pensava. Ah! As pessoas também não são muito educadas...
Esta semana, lendo "blogs do além", que sai na revista Carta Capital, me senti um pouco aliviada. O blog era de "Sinatra" (www.blogsdoalem.com.br/sinatra) e a narrativa sobre NY falou tudo que eu queira dizer. Parece que leram meu pensamento rsrsr
NY, que tem milhares de atrações culturais, parece ter se transformado na Meca das compras. Confesso que fiquei incomodada com isso, tanto consumo me deixou atordoada... As pessoas no hotel, aeroporto e em outros lugares só falavam em comprar, comprar, etc.. Que desperdício, NY é muito melhor e maior do que isso.

Deixando o que me incomodou de lado, claro que me diverti em NY! Confiram no próximo post algumas dicas sobre o que visitar na cidade!

sábado, 7 de julho de 2012

Washington D.C: últimas "dicas" (andar, comer, comprar e dormir)

Agora que já escrevi sobre os principais pontos da cidade, vou falar do Mall e do Independence National Historic Park, que são os lugares onde estão os monumentos já mencionados aqui no blog. O Mall é uma alameda enorme (1,6 km) entre o Capitólio e o Washington Monument. Conhecido como "coração cultural" da cidade, lá estão a National Gallery of Art, o National Air and Space Mueusm (um dos mais concorridos da cidade), o Nacional Museum of American History (não recomendo se tiverem que escolher apenas um ou dois museus) e o National Museum of Natural History.
O Independence National Historic Park, também conhecido por Independence Mall, é um parque urbano com 18ha e abrange construções do século XVIII, que são bem conservadas e são relacionadas com a Revolução Americana.
Depois de andarmos horas pela cidade, o que só acontecia depois de exaustivas etapas da competição de Direitos Humanos, um lugar que adoramos parar para comer foi o Rocklands - barbeque and grilling company -  o verdadeiro churrasco americano, com muita carne e com acompanhamentos muito gostosos e variados: saladas, massas, etc..  O preço é muito bom! 
Se estiverem por lá experimentem também o burger do Five gays - burger and fries - é de chorar de bom (rsrsr) e a batata não é industrializada e nem congelada, é bom demais! O refri é refil e você escolhe o burger e os acompanhamentos, se escolher all tops, vem com todos, adorei!! 
Uma coisa interessante é que em alguns lugares tem água e amendoim de graça, bem diferente para nós brasileiros...
Indico o hotel que ficamos, Savoy Suites. Bem localizado, apesar de não ser no centro, íamaos andando para George Town e por ficar na Wisconsin Avenue (n. 2502), que é uma das principais, tínhamos muita facilidade para ônibus. Perto do hotel tem vários restaurantes legais (o Rocklands era quase na frente), farmácia, mercados, com destaque para o Whole foods, que eu amo!!! Vale conhecer! Além disso, dá para almoçar, jantar, lanchar, etc... Comida natural, orgânica, etc.. tem de tudo lá,  além de pizzas e sanduíches.
Por fim, minha primeira vez em um out let. Fomos ao Leesburg Corner Premium Outlets, da rede Premium. São 110 lojas, das mais variadas marcas, e realmente os preços são muito baratos. É um shopping aberto, bem agradável, e tem uma boa praça de alimentação. Para as compras ficarem ainda mais em conta, compre o VIP Coupon Book ($5 dólares) e ganhe descontos em muitas nas lojas. Acreditem, vale a pena. 
Fica longe do centro de Washington, mais ou menos um 50 minutos (56 km). Na verdade fica na Virgínia e nós fomos de taxi (United Cab - 1 703-777-7999), pois não conseguimos alugar um carro (esquecemos de fazer a carteira aqui no Brasil) e, como estávamos em quatro pessoas, pagamos por volta de R$ 50 dólares cada um (ida e volta). Vale lembrar que é preciso ligar com mais ou menos uma hora de antecedência. Achamos válido ir de táxi, pois de transporte público ia demorar muito e ainda tem o desconforto das bolsas, mas também é uma opção.
O mais engraçado é que no outro dia, apesar das compras terem sido boas, eu fiquei arrependida de ter "perdido" um dia com compras, pois não consegui visitar outras coisas em Washington. Depois dessa "experiência capitalista" (rsrs) percebi que gosto mesmo é de museu, arte, monumentos, etc.. e que compra não é e  nem vai ser nosso objetivo quando viajarmos. Talvez por isso, em meio há tantas viagens, essa foi a primeira vez que visitei um out let!

O que fazer em Washington - parte II

Já escrevi bastante sobre a capital americana, mas ainda tem muito mais...
Continuando nossas idas e vindas, visitamos o Jefferson Memorial, construído em 1943. O memorial, situado na margem da panorâmica Tidal Basin, tem um visual incrível! Andamos muito para chegar até lá, pois não tem transporte público perto, mas a caminhada é agradável e tranquila, basta apreciar a paisagem do local. No caminho passamos pelas famosas cerejeiras-japonesas, que infelizmente não estavam floridas, mas dizem que são um espetáculo nas duas semanas de floração, entre os meses de março e abril. No local há pedalinhos que podem ser alugados para uma "voltinha" no Tidal Basin.


De lá fomos andando até o Franklin D. Roosevelt Memorial, confesso que não tinha nenhuma expectativa e quando chegamos fui surpreendida por um lugar enorme, lindo, com muitas pedras (granito), água e história. Ao lar livre, com algumas estátuas, destaco a escultura Hunger, uma lembrança dos difíceis tempos da Depressão.
Juntando o primeiro post com esse, formam diversos lugares muito bonitos, ricos em detalhes e história mas um lugar foi especial, pois além de tudo que vi nos outros espaços, senti verdadeira emoção quando chegamos.
Estou falando do Martin Luther King, Jr. Memorial. Além da beleza física, podemos ler diversas frases famosas de Luther King, gravadas em mármore, o que sem dúvida fez com que eu sentisse mais próxima das lutas contra o racismo nos EUA e das vitórias históricas conquistadas pela igualdade racial.
Bom, passamos pela Casa Branca e Capitólio, que também se destacam pelos grandes espaços verdes e arborizados. Passei pelo Pentágono, mas confesso que não tive interesse de parar e tirar fotos.
Infelizmente não entramos na Suprema Corte, vai ficar para a próxima, pois tivemos que escolher entre ela e a Biblioteca do Congresso, em virtude do nosso pouco tempo. Não me arrependi da nossa escolha, a Biblioteca é linda, merece ser visitada, principalmente a coleção de livros de Thomas Jefferson, que foi doada por ele após um incêndio no local que destruiu grande parte dos livros. O Capitólio, a Suprema Corte e a Biblioteca ficam muito próximos, com tempo é possível visitar tudo, andando.
Mas nem tudo foi como pensamos.. Entre tantos museus, escolhemos conhecer o Museu da História Americana. Eu fiquei decepcionada, não parece museu, não sei explicar direito, mas parece um pouco de Disney misturado com Hollywood (rsrsr). Sei lá, muitos bonecos, sons, cores, nada do eu esperava.
Se tiver pouco tempo, tente outros museus!
Por fim, a Catedral Nacional de Washington (Catedral de São Pedro e São Paulo), localizada na esquina das avenidas Wisconsin e Massachusetts. Construída em estilo gótico, demorou 83 anos para ser finalizada. É uma das maiores obras da cidade, é a segunda maior catedral dos EUA e sexta do mundo. Vale a pena subir no último andar (de graça) para ver a cidade. De lá é possível ver como a cidade é realmente "verde".
Muito verde, muitas obras enormes, muita gente, muita história. Assim é Washington DC.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O que fazer em Washington D.C - parte I

Georgetown
Washington D.C., capital do Estados Unidos da América, é uma cidade linda, limpa, arborizada, organizada, segura e ainda possui ótimo serviço de transporte público. Destaco as pessoas que vivem lá, são muito simpáticas e  muito educadas, confesso que me surpreendi muito com tudo que vi e conheci lá.
A cidade possui muitos monumentos e museus (quase todos gratuitos), uma vida cultural muito rica e há diversão para todas as idades! Por ter tantas coisas legais para fazer vou ter que dividir meu post em parte I e II.

O primeiro lugar que conheci foi Georgetown, pois estava num hotel localizado na Wisconsin Avenue, que é, ao lado da M.Street, uma das principais ruas comerciais do local. Georgetown possui muitas lojas (pense em lojas "famosas", estão todas lá), bares e restaurantes. As ruas chamam atenção pelas flores, podemos sentir o cheiro delas enquanto caminhamos, é incrível! Mesmo que não queira comprar nada, vale andar por lá. Depois de alguns minutos andando por Georgetown cheguei a um lindo parque às margens do canal, que estava lotado de gente curtindo o sol. Maravilhoso! 
Washington Monument

Bom, como já disse, não tinha muito tempo livre, mas consegui visitar os principais pontos turísticos da cidade, entre eles, cabe destacar o  Washington Monument, com 170 metros de altura, pode ser visto de vários lugares da cidade. Foi construído com 36 mil pedaços de mármore e granito. Sua construção teve início em 1848, mas por falta de verba foi interrompida em 1858. A construção foi retomada em 1876. É possível perceber uma alteração na cor do monumento, que mostra onde a obra parou/recomeçou. Ao seu redor há 50 mastros com bandeiras americanas.
De lá fomos andando até o National World War II Memorial (direita), um memorial construído em homenagem aos veteranos norte-americanos da Segunda Guerra Mundial. O memorial tem uma área de  três hectares, com dois pavilhões de 13 metros, painéis de 56 pilares em granito, que representam os estados e territórios do país. É enorme e muito bonito!

Um pouco mais a frente está o Lincoln Memorial, que é um dos memoriais mais visitados da cidade, mas antes de chegar até lá passamos pelo Vietnam Veterans Memorial, um memorial simples, mas muito simbólico para os americanos. Foi inaugurado em 1982 e é formado por duas pedras pretas onde estão gravados, em ordem cronológica, os nomes dos americanos que morreram na Guerra do Vietnã, de 1959 até 1975. São muitos e muitos nomes, o que mostra o horror da guerra. Os parentes e amigos levam flores, desenhos, cartas e deixam no local. Em 1984 foi acrescentada a estátua de três soldados (foto acima), que é muito bem feita e rica em detalhes.
No Memorial Lincoln está a famosa figura de Abraham Lincoln e seu "templo" é realmente muito bonito. Sem falar nos espelhos d'água, que são lindos. Pena que quando nós fomos estava havendo uma reforma, mas nada tirou o brilho de estar no mesmo local onde, em 1963, 200 mil pessoas se reuniram em apoio aos direitos civis, momento em que Martin Luther King Jr. pronunciou o seu discurso "I have a dream".

É possível visitar os pontos acima no mesmo dia, andando. Vale muito a pena!


sábado, 23 de junho de 2012

Washington D.C: primeiras informações

Capitólio
Em maio deste ano fui para Washington D.C. Não, não fui passear, mas no tempo livre eu consegui conhecer alguns lugares inesquecíveis...
Tudo começou quando fui convidada pela American University para participar de uma competição de direitos humanos que acontece lá todo ano. Levei a proposta para a faculdade onde eu trabalho (FDV/ES), formamos nossa equipe e fomos para a Inter-American Human Rights Moot Court Competition. Não dá para falar aqui da competição, pois não é esse o objetivo do blog, mas se você é aluno (a) ou professor (a) de direito, vale conhecer a competição, é uma experiência muito enriquecedora. Veja informações no site http://www.wcl.american.edu/hracademy/mcourt/index.pt.cfm

Bom, Washington D.C é uma cidade linda! As ruas são limpas e largas, além de muito arborizadas. As pessoas são simpáticas, educadas e solicitas! Confesso não esperava ser tão bem tratada, mas desde o motorista dos ônibus até os professores da faculdade, passando pelas pessoas que trabalhavam no hotel e bares/restaurantes, fui muito bem recebida em todos os lugares.

Biblioteca do Congresso
Andar na cidade é muito fácil e o ônibus (metrobus) foi o meio de transporte que eu mais usei. Nos pontos há os horários de cada ônibus e também o trajeto deles. São pontuais e possuem um visor no seu interior que mostra exatamente o nome do local onde vai parar, fácil, confortável e seguro! Sobre os horários, é possível obter informações também por telefone (202-637-7000). A tarifa é de U$ 1.70, mas importante observar que não há "trocador", o dinheiro é colocado diretamente em uma máquina e com isso não recebemos troco, o dinheiro dever ser "contado".

Claro que há também o metro (www.mata.com), os ônibus circulares comuns e os taxis, mas nós andamos mesmo foi de metrobus!

Sair do aeroporto também é muito fácil. Há ônibus, taxis e um sistema de vã muito confortável e com preços razoáveis, que são os SuperShuttle. Eu cheguei no aeroporto de Dulles, que é o que fica mais longe do centro, mas eu fui de ônibus circular até a cidade e depois peguei um táxi para o hotel, o que bem barato, pois andei poucas quadras de táxi. Se eu conhecesse o supershuttle teria optado por eles, certamente!
Seguem algumas dicas de transporte que considero úteis:
a) Os ônibus saem do Dulles de hora em hora, das 06h30 da manhã até as 23h35 (os horários são respeitados, eu andei nestes ônibus). Param na estação de metro Rosslyn e de lá é possível, além do metro, pegar ônibus e taxis (foi lá que eu parei). A viajem demora uns 50 minutos, mas é muito tranqüila.
b) O SuperShuttle tem uma área própria para embarque no aeroporto, mas as placas indicando o local são muito fáceis de ver e estão muito bem distribuídas pelo aeroporto. De qualquer maneira, ficam no andar inferior, do lado de fora do aeroporto, controle 1 D ou 1 F. Sempre tem um funcionário uniformizado que pegará suas bagagens e te ajudará com outras informações. Você será levado até o seu hotel ou onde estiver hospedado. O preço médio é de U$ 20.00. Maiores informações: 703-416-7884. Você pode entrar no site (www.supershutte.com) e marcar o horário e dia da sua viagem, o motorista estará na sua porta te esperando! Fizemos isso para sair do hotel não só em Washington, mas também em New York. Funciona muito bem! Lembre-se apenas que vai parar para pegar outros passageiros, mas vale pela economia e conforto. Se usar os serviços mais de uma vez você ganha descontos!
c) Táxi: também do lado de fora do aeroporto. Não são muito caros, mas também não são baratos!

Nos próximos posts falarei do que vi na capital americana! Coloquei umas fotos só para mostrar o quanto a cidade é bonita!

domingo, 17 de junho de 2012

De SF para outras cidades (ainda na California)

Ainda na Califórnia eu visitei outras cidades e locais bem legais!
A famosa frozen banana de Newport Beach
Passei alguns dias em Newport Beach, uma cidade muito rica, com casas muito luxuosas e uma praia enorme. A cidade fica no Condado Orange, CA. Lá foi gravado o seriado "The O.C.: na terra dos ricos" (título em português), alguém se lembra desse seriado? Depois que estive lá entendi a tradução que fizemos! A cidade é bonita, tem uma longa faixa de areia (05 Km) e umas lojas muito legais. Se estiver por lá experimente o frozen banana, típico na região. No mínimo vai ser engraçado conhecer esse frozen, eu garanto, rsrs!
Fomos de carro de SF para lá, são muitos Kms desde SF, mas as estradas são incríveis e ninguém merece aeroporto nos EUA, né?
Na praça em Sausalito
Também conheci, bem pertinho de SF, a pequena cidade de Sausalito, que é linda, possui uns chalés vitorianos, tem muitas lojinhas e restaurantes. É legal conhecer se tiverem tempo.
Outro lugar que gostei muito de conhecer foi Muir Woods, no Mill Valley. É um bosque de sequoias, com árvores enormes e centenárias. O bosque possui umas das sequoias mais antigas e altas do mundo. É a última floresta deste tipo de árvore da área da baía.
Por fim, terminando minhas passagens pela Califórnia, a famosa praia de Maverick. A estrada para lá é linda e quando chegamos tomamos um café da manhã espetacular.
Café da manhã em Maverick

A praia é muito diferente do que temos por aqui. Muito próximo do mar há uns paredões rochosos enormes, que dá à praia um visual incrível. Não vi nenhuma onda gigante, mas lá foi "dropada" uma das maiores ondas do mundo e foi um brasileiro que fez isso! Maverick é conhecida por ser uma praia com ondas gigantes, de mais de 20 metros de altura! É um dos paraísos do surfistas, mas mesmo sem surfar vale conhecer pela paisagem!
A praia de Maverick
Essa viagem para SF me fez aprender muitas coisas... Trouxe uma mala cheia de bons sentimentos!